Netflix agrada em adaptação focada em mentes criminosas


Entender os crimes a partir do ponto de vista de seu responsável. Entrar na mente de um psicopata e entender sua lógica, afinal sempre há uma, mesmo quando não segue características normais de ética e empatia. Essa é a premissa de Mindhunter, que acompanha agentes do FBI dos anos 70, munidos de gravador e coragem, empenhados em estudar as mentes criminosas a fim de obter linhas de pensamentos que ajudariam a desvendar outros assassinatos.

A produção foi inspirada no livro, originalmente lançado nos EUA em 1996, que e recentemente chegou ao Brasil pela editora Intrínseca.

A adaptação é dirigida pelo grande David Fincher, responsável por filmes INCRÍVEIS como Clube da Luta, Seven, Vidas em Jogo, entre outros grandes sucessos do cinema, o que já é um grande motivo para dar uma chance.

A série começa de mansinho, o que pode afastar os fãs de agitação e ação do início ao fim. A ideia principal é focada no diálogo, nas estratégias e na forma como as entrevistas com os assassinos famosos afetam os agentes.

Neste ponto, a série me lembrou bastante o clássico “O Silêncio dos Inocentes”, com a tensão que a proximidade entre policial e assassino traz.

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Impossível também não lembrar da série “The Following” (que eu particularmente gosto muito), principalmente nos episódios finais, quando os depoimentos e ações de criminosos mexem com as mentes sãs, que não conseguem ser totalmente frias e distantes do objeto de estudo.

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Paralelo aos casos brutais de assassinatos que os agentes encontram durante as viagens, a série mostra um pouco da intimidade deles e como a profissão interfere em seus  relacionamentos um tanto conturbados, o que nos diz mais sobre a personalidade e atitude de cada um ao longo da série.

Outro ponto interessante que vai mexer com a sua cabeça é que os casos abordados na série são baseados em fatos reais, inclusive com atores muito parecidos com os assassinos verdadeiros.

A  equipe protagonista também existiu, e trata-se da história real do agente John Douglas, responsável por criar perfis de psicopatas em tempos em que a expressão serial killer ainda nem existia.

A primeira temporada é composta de 10 episódios, e com certeza é uma boa pedida para quem se interessa por investigação, universo de mentes criminosas e diálogos inteligentes.