Fique de Olho: Rapper Triz

Revolução Musical

Publicado no mês de julho, o vídeo da música “Elevação Mental” marca a estreia de Triz, rapper paulista que, aos 18 anos, promove seu primeiro trabalho audiovisual dirigido e produzido pelo cineasta Cesar Gananian que já conta com mais de três milhões de visualizações no Youtube.

A música aborda o preconceito contra pessoas transgêneros e o ativismo pela causa LGBT. Em trechos como “Brasil, país que mais mata pessoas trans; Espero que a estatística não suba amanhã”, Triz faz uma crítica ao número de transgêneros mortos, além da violência sofrida pelos ativistas da causa que são marginalizados no Brasil.

Em outro trecho da música, a rapper fala sobre não representar o rap feminino ou o masculino, mas o rap nacional. O motivo se deve ao fato de Triz ser transgênero não-binário, por isso prefere ser chamada na linguagem neutra que utiliza terminações com a letra “e” ao invés do uso de artigos femininos e masculinos.

A parceria com Gananian surgiu com um convite após o cineasta ter visto um vídeo caseiro da artista cantando a música composta por ela. Gravado durante seis dias, o clipe alternou entre estúdio e locações, além do uso de drones e uma equipe de 40 pessoas na produção.

Recentemente, Triz esteve envolvida em uma polêmica nas redes sociais em que é acusada de Bifobia, termo que faz referência ao preconceito por bissexuais, uma das vertentes presentes na causa LGBT, principal bandeira da rapper. Em sua conta no Facebook, Triz se pronunciou sobre as acusações: “Me acusaram de Bifobia, me chamando de hipócrita, o que não faz nenhum sentido já que eu sou militante e faço parte do movimento LGBT+, minha arte também fala de respeito pela nossa comunidade, e óbvio que eu não tenho nenhum tipo de preconceito com nenhuma sexualidade (…)”, diz.

Ela é talentosa e isso não temos dúvida. Vale à pena conhecer o trabalho e acompanhá-la nas redes sociais.

FACEBOOK