Nós do Boomix estamos sempre dispostos a mostrar a nossos leitores os melhores e mais promissores nomes da cena eletrônica nacional, afim de dar uma maior visibilidade e apresentar o que nós temos de mais bombado por aí. Quem conhece e acompanha já conhece “esta fera” e sabe do que estamos falando, principalmente do incrível talento que esse mito mitante, é.

O nome dele é Ítalo Eduardo, mas é amplamente conhecido pelo seu nome artístico de nome até curioso, Piskksels. Nós batemos um papo com esse íncrível e talentosíssimo DJ/Produtor brasiliense que está espalhando cada vez mais o bass nacional e de uma forma descontraída e bem bacana, pudermos extrair as melhores e mais inspiradoras palavras pra você que está começando, ou até mesmo para quem gosta de acompanhar a cena eletrônica nacional, que por sinal anda cada vez mais forte e poderosa, com inúmeros nomes de peso como ele e tantos outros.

Vamos lá? Siga então nossa entrevista:

 – Boomix: Comece nos falando um pouco de sua trajetória na música. O que te fez se interessar por esse ramo?

– Piskksels: Em 2012 mais ou menos eu vim conhecer o significado de produção por que eu queria muito ser “beatmaker”, na época eu fazia algumas rimas com alguns amigos e eu gostava de fazer algo único pra gente.
Alguns anos mais tarde, em 2013, eu conheci o trap, quando Harlem Shake viralizou, e com o trap vieram algumas amizades, conheci o Paulo (DKVPZ) que na época tinha um projeto chamado Disco Trash, conheci mais uma galera que já estava tentando produzir isso e eu decidi focar nisso em 2014 quando vi que o estilo tinha muito potencial e eu me identificava muito com aquilo, até por que o trap era bem parecido com os beats que eu tentava fazer em 2011 só que dentro da EDM, com drops, com build ups e etc. 
Daí então eu decidi focar muito na minha carreira e fazer ele crescer, foi na época em que uma musica deu muito certo pra mim. 
Eu conheci o Higor (Drum-X) e juntos fizemos um remix de um funk que estava muito estourado na época, e esse foi um dos meus sons que mais viralizou, com mais de 90 mil plays. Mais ou menos um ano depois eu tive outro grande viral que foi um remix também só que dessa vez foi um remix de ‘Zorro do Asfalto’ do rapper Hungria, hoje está mais de 40 mil plays. Daí em diante eu venho estudando e buscando aperfeiçoar meu estilo, tentando inovar entre minhas ideias e criando minha identidade, algo que eu goste e que me identifique.

– Boomix: Qual o sentimento que fica quando as pessoas elogiam o seu trabalho sem ao menos te conhecer?

– Piskksels: Pra mim é uma honra imensa quando alguém gosta e se identifica com meu trabalho de certa forma. Hoje em dia as pessoas não elogiam ou gostam de algo que não representa o que elas sentem e pensam.

 

– Boomix: Qual é a origem do nome Piskksels?

– Piskksels:Surgiu de uma distorção de ‘Pixels’. Eu tenho uma paixão enorme por imagens, então essa palavra sempre teve grande peso pra mim.

 

– Boomix: Quais são suas influências? O que você costuma ouvir?

– Piskksels: Quem me acompanha de perto sabe que sou um grande fã do Ricky Remedy. Mas além dele eu ouço muito Medasin, YOOKiE, Pep e Ruxell.

 

– Boomix: Como é para você o processo criativo na produção de uma música?

– Piskksels: Eu tento visualizar tudo o que eu quero fazer e transmitir tudo aquilo que eu imagino, tentando sempre manter com o mesmo feeling, a mesma vibe que eu imaginei na track

 

– Boomix: Você tem interesse em expandir pra outras vertentes?

– Piskksels: Eu sempre estou aberto pra algo novo que eu me identifique. Produtores não devem se prender à vertentes, são só rótulos que saem de moda assim como entraram nela.

 

– Boomix: Qual foi a reação de seus familiares quando você disse que queria ser DJ/Produtor?

– Piskksels: Minha família ainda tem um pouco de receio por causa das viagens ou das noites de sono que eu perco quando vou tocar ou quando to inspirado fazendo uma musica, mas no geral eles me apoiam muito por que sabem que estou fazendo algo que eu amo e que estou feliz com isso.

 

– Boomix: Qual foi o momento mais emocionante que você viveu quando decidiu seguir esse ramo?

– Piskksels: Cara, muito difícil lembrar de um momento apenas. Mas acho que em todos esses anos o momento mais emocionante foi quando eu pude participar da festa Arrastão aqui em Brasília ao lado do Omulu e Marginal Men, logo na minha primeira Gig. Eu chorei quando soube que iria tocar, fiquei totalmente sem reação, e foi um dos melhores sets, se não o melhor set que já fiz.

 

– Boomix: Quem é o ítalo nas horas vagas?

– Piskksels: Nas horas vagas eu estou sempre jogando, vendo séries e comendo besteira como uma pessoa normal. hahaha

 

– Boomix: Qual a sensação de produzir trap num país onde esse estilo ainda é pouco popular?

– Piskksels: Desafiador. É como se eu tivesse que apresentar uma coisa nova pra um público que não conhece muito bem ou não acompanha a cena como acompanha do Techno ou do House, por exemplo.

 

– Boomix: Comente um pouco sobre seu mais novo remix Squad.

– Piskksels: Bom, o remix de Squad foi uma produção muito marcante que eu fiz. Tive feedbacks muito positivos do Iccarus, Ecologyk, VO1D e outros parceiros da bass. To muito contente e acho que quem curte um bom trap vai amar tanto quanto eu.

 

– Boomix: Como foi sua entrada para a agência Hibou music?

– Piskksels: Eu fui muito bem recebido, fiz novas amizades e me sinto numa grande família. A Hibou está sendo bem mais que uma nova etapa, mas passa a ser uma nova era na minha carreira. Estou muito feliz por tudo que estou aprendendo e desenvolvendo na agência.

 

– Boomix: O que podemos esperar para este ano?

– Piskksels: Mais qualidade, mais gigs, a volta do meu antigo podcast em breve e, claro, muita musica por que é pra isso que vivemos! hahaha