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Tragédia reacende dramas familiares no longa


Na última quarta-feira (9) fomos conferir antes de todo mundo o novo filme estrelado por Richard Gere e grande elenco chamado O Jantarque narra um drama vivido pela família Lohman, protagonizada pelos irmãos Stan e Paul. Vale lembrar que esse filme é inspirado no famoso Best-Seller de romance homônimo do escritor holandês Herman Koch.

Stan Lohman (Richard Gere) é um deputado conhecido e muito bem sucedido que está inclusive em um processo de eleições para Governador e ao longo do filme, acaba recebendo ligações e tentando angariar votos a todo o momento, mas, mesmo assim consegue uma folga em sua concorrida agenda para convidar seu irmão e cunhada para um jantar de família em que o assunto com certeza não será tão agradável e suculento assim quanto a comida: Os 2 casais chegam ao restaurante para iniciar uma espécie de “lavagem de roupa suja em família” desde problemas internos a questões banais, chegando ao “prato principal” onde eles precisam resolver a besteira (cagada) que o filho de Paul Lohman (Steve Coogan) acabou fazendo, afetando diretamente a família inteira, com direito a uma séria investigação policial e manchetes de jornal pela seriedade mas também claro, por ser o sobrinho do tal deputado.

Ao longo do filme percebemos que não só esse problema assola a família, mas sim outras questões comportamentais e antigas como os distúrbios mentais de Paul, as brigas internas entre os irmãos e toda essa disputa que havia entre eles, pelo menos na cabeça de Paul.

Stan Lohman é como se fosse o “filho perfeito da família”, na mente dele, e isso fez com que se tornasse uma pessoa egoísta, elitista e que nunca tem tempo para as coisas mais importantes a não ser sua carreira política.

Na cabeça de Stan, seu irmão é uma pessoa que nunca conseguiu se virar sozinha, e quando tentou fracassou a todo o momento. Ambos não conversam, sempre viveram cada um em seu canto com suas respectivas famílias que foram criadas e isso claramente acabou afastando-os e piorando as coisas entre eles, consideravelmente.

Eles são “estranhos” vivendo em uma mesma família e agora, ao ver os filhos envolvidos nessa enrascada, perceberam, definitivamente, até que ponto os pais são capazes de chegar para protegerem seus filhos, sem levar em conta a razão.

Praticamente o filme todo é ambientado no chique e belíssimo restaurante em que estão, narrando as outras cenas que precisamos ver para entender a história através de flashbacks ou “lapsos” de memória quando alguém começa a falar sobre um assunto ou outro. A forma como eles dividem e brincam com as partes principais do filme é bem interessante, com uma temática mesmo de um jantar, tendo portanto 4 partes: aperitivo, entrada, prato principal, sobremesa.

Outro ponto positivo que precisamos ressaltar são os ótimos atores que o longa, contém. Uma ótima mescla de “tubarões” do cinema como por exemplo os premiadíssimos e indicados a uma porrada de premiações como Richard Gere, Steve Coogan, Laura Linney, Chloë Sevigny, até a ótima e nova safra de talentosos atores que compõe com perfeição o elenco como Rebeca Hall, Charlie Plummer, Adepero Oduye, e Miles J. Harvey.

Por fim, nossa avaliação para o filme é apenas um reflexo de todo o contexto dele, que contém uma boa e interessante história, relatando um drama familiar com suspense e boas cenas de confronto, mas que ao desenrolar da trama acaba se perdendo um pouco e por várias vezes até subestima a capacidade do público em compreender esse ou aquele movimento ou ação.

É um filme bacana e com uma pegada de fato muito boa, mas infelizmente a forma como trabalharam o enredo e o jeito como te contam a história em alguns momentos, principalmente nas cenas finais, é  confuso e sem explicação, deixando o desfecho muito subentendido.

Filme: O Jantar
AtuaçõesÓtima fotografia
EnredoCenas confusas
6.5Interessante obra
Atuação9
História7.5
Trilha Sonora6
Efeitos especiais / Gráficos6
Direção6.5
Votação do leitor 1 Voto
9.1